A temporada acabou, o título ficou longe, Wenger tem sua pior temporada, primeira vez fora da liga dos campeões. O mais duradouro manager de nossa história se vai, e com ele, muitos de nossos craques. Sanchez será o primeiro a partir, quem sabe para o Bayern ou Juventus. Özil seria bem vindo num retorno à Madrid, Koscielny, melhor zagueiro da liga, e Bellerin, o mais promissor lateral direito do mundo, receberão propostas tentadoras, e por mais identificação que tenham com o clube, à vontade de alçar vôos mais altos, aliado ao periodo nebuloso que vive o arsenal, fazem ambos optarem por abandonar o barco. Chega um novo técnico, muito melhor que o atual Àrsene Wenger, e com um perfil que garanta algo que o francês fez algumas vezes anos atrás: Levar times limitados, inferiores a três ou quatro rivais, à Champions League. Bilic ou Koeman, talvez. O novo comandante terá bem menos dinheiro para contratar do que tentou exigir à diretoria, mas isso acabou não sendo um fator suficiente para não assumir o novo emprego, um clube como o arsenal é bastante tentador para técnicos em ascenção que não tenham muitos títulos.
Repor a saída da maioria de seus grandes jogadores será difícil. Se na última temporada, mesmo com vaga na Champions garantida, atletas que estão entre os melhores do mundo para trabalhar ao lado, uma cidade bastante atrativa para morar, entre tantos outros fatores positivos, o medo de estagnar a carreira em um clube sem ambição falou mais alto, imaginem nesse cenário desanimador. Quem sabe pinta um Shaqiri para substituir Sanchez, Um Çalhanoglu para o lugar de Ozil -até se parecem fisicamente, vai que confunde a torcida-, finalmente um centroavante contratado, mas nada de Cavani, que os torcedores tanto pedem, longe disso. O artilheiro do holandezão pode ser uma boa pedida. Bons atletas, destaques de times de segundo ou terceiro escalão de suas ligas, mas níveis abaixo das peças que tinhamos. A vaga na champions se torna mais difícil, as contratações, contestáveis, tal qual o Liverpool faz, pagando valores que não correspondem ao que os novos empregados entregarão. Em um tempo não tão breve, ficar atrás do cada vez mais organizado e competente Tottenham, sairá dos pesadelos do gooners para o mundo real. E repare, que nem na pior previsão do futuro do clube, Wenger permanece no comando.
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